Cada pessoa está entregando mais rápido com IA. Mas o time, como um todo, não está decidindo melhor. É o que mostra o estudo The State of Intelligent Collaboration 2026, da Miro, divulgado pelo Estado de Minas em 3 de novembro: 83% dizem que a IA melhorou sua produtividade individual, mas 52% não viram melhora na tomada de decisão e 60% não viram melhora na colaboração.
O que o estudo mostra
A Miro ouviu mais de 9.500 líderes e profissionais de produto, TI e operações na América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico. O Brasil não está na amostra. Para 69%, a maior parte do trabalho com IA acontece em sessões privadas, e não em espaços compartilhados. 59% relatam mais conteúdo gerado por IA para revisar, e 40% dos líderes dizem ter pouca ou nenhuma visibilidade sobre como a IA é usada no time.
“A tomada de decisão e a qualidade dessas decisões é o verdadeiro gargalo”, afirma Dave Ross, da Miro. Vale lembrar que a empresa vende ferramentas de colaboração, então tem interesse no diagnóstico.

O que muda para você
Quando cada pessoa conversa com a IA sozinha, o time ganha velocidade, mas perde contexto. Um faz uma análise, outro faz outra, e ninguém sabe quais premissas a IA usou. Na hora de decidir, a reunião vira uma disputa de versões.
Em produto, a gente aprendeu que velocidade sem alinhamento gera retrabalho. Com IA é igual. O ganho real aparece quando o time compartilha os prompts, as premissas e os critérios, e não só o resultado final. Isso também ajuda com a sobrecarga que a IA vem criando.
Na prática: leve a IA para o espaço do time
- Crie uma biblioteca de prompts do time, com os que funcionam para tarefas recorrentes.
- Registre as premissas junto com qualquer análise feita com IA.
- Use a IA na reunião, não só antes: gerem e questionem opções juntos.
- Combinem quem revisa o que a IA produz, para a revisão não cair sempre na mesma pessoa.
Para usar numa decisão do time:
“Nosso time precisa decidir [decisão]. As opções são: [liste]. Para cada uma, liste as premissas, os riscos e o que precisaríamos saber para ter mais confiança. Depois, aponte em quais pontos as opções realmente divergem, para focarmos a discussão neles.”




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