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Outubro é o mês de conscientização sobre a dislexia, lembrado também pelo Ministério da Saúde. Estimativas citadas pelo Instituto ABCD indicam que cerca de 8% dos brasileiros têm dislexia, segundo o Viva. No trabalho, isso costuma aparecer como a sensação de se esforçar muito e render pouco diante de documentos longos e densos. A boa notícia: boa parte da solução está em como a gente escreve.
O texto pode ser a barreira
Dislexia é uma diferença na forma de processar a linguagem escrita, não tem nada a ver com inteligência. Muitos adultos só descobrem tarde, depois de anos ouvindo que eram desatentos. E o ambiente de trabalho, cheio de specs, atas, políticas e e-mails enormes, pode transformar essa diferença em obstáculo diário.
A British Dyslexia Association, referência internacional no tema, mantém um guia de estilo com regras práticas para textos mais acessíveis. Quase todas custam zero e ajudam qualquer leitor, não só quem tem dislexia.

O que muda para você
Se você é de produto, escreve o tempo todo: histórias de usuário, documentos de requisitos, comunicados. Cada texto confuso é uma barreira para alguém do time, e uma chance de erro na entrega. Escrever de forma acessível não é caridade, é clareza. E clareza é competência profissional.
É o mesmo princípio que seguimos aqui no CarreiraNews: parágrafos curtos, intertítulos frequentes, listas no lugar de blocos de texto. O que é essencial para alguns facilita a vida de todos.
Na prática: regras de escrita acessível
- Frases curtas e voz ativa. “O time aprovou” em vez de “foi aprovado pelo time”.
- Listas no lugar de parágrafos longos, sempre que possível.
- Títulos claros e espaço entre as seções.
- Negrito para destacar. Evite itálico, sublinhado e frases inteiras em maiúsculas.
- Fonte sem serifa, de 12 a 14 pontos, com espaçamento de 1,5 e texto alinhado à esquerda, sem justificar.
- Siglas por extenso na primeira vez que aparecem.
- Um fluxograma ou imagem para explicar procedimentos.
A IA ajuda a adaptar textos que já existem. Use este prompt antes de enviar um documento importante:
“Reescreva este texto para que seja fácil de ler por qualquer pessoa, inclusive quem tem dislexia: frases curtas, voz ativa, listas no lugar de parágrafos longos, siglas por extenso e títulos claros. Não remova nenhuma informação. No fim, liste o que mudou. Texto: [cole aqui].”
Confira a versão final com cuidado: a IA pode simplificar demais e perder um detalhe importante. E, se alguém do time pedir outro formato, como áudio ou resumo, pergunte o que funciona melhor para a pessoa.





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